Um Interrogatório: Com ritmo televisivo
Simon Frankel e Eduarda Arriaga (foto: Jorge Gonçalves) Quando Eduarda Arriaga foi nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Atriz, em 2025, poucos a conheciam. Tinha brilhado em Girafas, uma das peças da trilogia do catalão Pau Miró que os Artistas Unidos então fizeram (as outras foram Leões e Búfalos , esta última no CCB, depois de expulsos da Politécnica), encenada por Nuno Gonçalo Rodrigues. É também ele que encena Um Interrogatório , um espetáculo em tudo diferente, o que não deixa dúvidas sobre a versatilidade da atriz. Desta vez ela é Ruth e dirige um interrogatório policial numa sala inóspita – uma mesa, cadeiras, relógio de parede, pouco mais. O interrogado, Cameron Andrews, na pele de Simon Frankel, seguríssimo, é o administrador de uma grande empresa, tem uma fundação benemérita e toma conta da mãe idosa. Está ali voluntariamente, num fim de tarde de domingo, tranquilo, sem temer uma acusação. Porém, desde o início, o público sabe mais do que ele: na conversa com o cole...